quinta-feira, 12 de junho de 2008

Aos embasbacados do Brasil


Drummond que me perdoe, mas pra mim não existem namorados, e sim, embasbacados. Concordo quando diz que namorados não escutam ninguém. Daí, o apelido carinhoso: Babacas! A gente vira um babaca, e, de quebra, ainda embasbaca alguém. E a ressaca ao acordar disso é atordoante.

Maldita a hora em que foram tentar definir o que é amor. E pior, audaz foi aquele que disse que embasbacados amam. Ninguém ama ninguém. Amam aquilo que podem conseguir, em troca de juras eternas. Amam aquilo que lhes pode ser oferecido. Amam seus próprios interesses. Dissimulação romântica! Em formas e em conteúdo. Pragmatizaram o amor de tal forma, que melhor seria se nunca tivesse sido “descoberto”.

domingo, 8 de junho de 2008

Hoje eu tô sozinha


Hoje eu tô sozinha
E não aceito conselho
Vou pintar minhas unhas e meu cabelo de vermelho
Hoje eu tô sozinha
Não sei se me levo ou se me acompanho
Mas é que se eu perder, eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar
Aí é só eu que ganho
Hoje eu não vou falar mal nem bem de ninguém
Hoje eu não vou falar bem nem mal de ninguém
Logo agora que eu parei
Parei de te esperar
De enfeitar nosso barraco
De pendurar meus enfeites
De fazer o café fraco
Parei de pegar o carro correndo
De ligar só pra você
De entender sua família e te compreender
Hoje eu tô sozinha e tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha que é pra não ficar pior



(Ana Carolina)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Doce estupidez


Puxa, vida. A mídia divulga, o marketing se aproveita. Estamos todos, por osmose, compelidos a viver o clima de Dia dos Namorados. Que saco! Pessoas a exaltar o “amor”, o(a) amado(a), pessoas a flertar pra não passar mais um Dia dos Namorados sozinhas. Pessoas essas que vivem com base do “é aquilo que parece ser”. Nem preciso dizer que o “aparentar” é carro-chefe pra elas; é alegoria daquilo que gostariam de ser, mas não conseguem, devido ao alto grau de abstração que o verbo “ser” implica.

Pior é que o cupido está bem na minha mira. Infeliz! Não me deixa em paz! Como as flechas dele já me doeram! E doem muito mais pra serem removidas. E parece que esse cupido não tira férias! Moleque rechonchudo de asas e nu! Adora fazer “tiro-ao-alvo” com meu coração, não é verdade? Ah... Um dia eu ainda te puxo pelas orelhas! E outra, pare com essas flechas idiotas. Não sei o que você coloca nelas, talvez um alucinógeno bem forte, ou um emburrecedor. Mas já adquiri resistência a eles... E não perde por esperar... De suas flechinhas infames estou fazendo coleção. Não se assuste se um dia você for acertado por dezenas de objetos pontiagudos semelhantes a elas... Um dia é da caça e o outro, do caçador. Deixe estar.