segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Quebra-cabeça

Dizem que a vida repete determinados ciclos de acontecimentos, a fim de que a gente cresça e evolua enquanto pessoa. Como assim?

É fato que a minha amorosa sempre foi um quebra-cabeça hiper complicado, até porque a minha personalidade forte e “impetuosa”, na maior parte das vezes, afasta as pessoas de mim. Isso é natural.

Entre namoros e términos, o que mais me abalou em dizer “adeus” foi, sem dúvidas, o último. Eu tinha que encarar e tomar uma postura em relação ao que estava acontecendo. Pra ser sincera, eu não sei o que estava acontecendo. Tudo começou com uma amizade, virou paixão em um momento de “carência” de ambos os lados, até que, um dia, o amor virou doença. Ambos estávamos sofrendo, pois uma relação como aquela foi decaindo, decaindo, até que... “faliu”. Éramos iguais, mas, ao mesmo tempo, tão diferentes. Poderia arriscar em dizer que ele não era a minha “alma gêmea”.

Cheguei a um ponto em que tudo nele me irritava. Eu já não agüentava mais, queria que ele fosse da forma como eu queria, mas ele era diferente... Muito diferente. Então, dei-me conta de que era melhor sair logo daquela e deixá-lo livre pra ser feliz.

Definitivamente, ele era dócil e divertido, mas “ai” de quem ferisse seu pior defeito: o orgulho. E foi isso o que aconteceu. Nós terminamos, mas o que o machucou mais não foi simplesmente isso. O que provocou a “ira” dele foi que eu já estava me interessando por outra pessoa. Foi o “estopim”. Depois disso, ele me bloqueou de todas as formas nas redes sociais (pra ser sincera, nem tentei contato com ele desde então), mas ainda continuou a me acompanhar pelo Twitter. Eu confesso que nunca fui fã de Twitter, mas sabe aquela tentação que você tem de ver aquele espaço em branco pra poder escrever o que se passa na sua cabeça? É, meu erro foi “twittar” a minha felicidade. Deveria ter ficado com o “bico fechado”, literalmente. Eu e minhas “explosões”. Ele leu. Não sei ao certo quem foi o “passarinho” que repassou pra ele as minhas falas, mas ele ficou sabendo, e reagiu da pior forma. Tentou virar o jogo, se defender dizendo que eu o traí, pra que, mais uma vez, não corresse o risco de ser “ridicularizado” por ter sido “trocado”, como ele mesmo afirmou. Não, eu não o troquei. O espaço que ele preencheu na minha vida, quando ele saiu dela, foi “aterrado”, acabou.

Enfim, o que não faltam são fofoqueiros pra tomar conta das nossas vidas, não é? Da mesma forma que ele ficou sabendo que eu estava “vivendo a minha vida”, sem rancores e sem medo de ser feliz, eu fico sabendo que ele esteve “esperneando” na internet, como um garotinho que perdeu seu doce. Patético, lamentável, de verdade. Triste ver um homem de mais de 30 anos se comportando como um menininho.

Mas e você, “Ovelha Negra”? Você é ciumenta, tosca, nariguda, desbocada, chata pra cacete. Com que direito fala tudo isso desse moço tão bonzinho? Bom, eu digo que já estou convalescendo daquela “doença” que citei acima. O que ainda estou tratando é o pavio curto. Também estou aprendendo a levar alguns desaforos pra casa, de brinde. Mas aí, é um ciclo evolutivo um pouco mais complexo. Preciso de mais algumas doses de tempo pra poder remediar certos detalhes. Ciumenta ainda sou, um tanto grosseira também, mas meu cérebro agora é, por decreto irrevogável, para o meu próprio bem, o centro das minhas emoções. O coração só aproveita e saboreia os bons frutos. =)

“Quero uma vida novinha em folha em 2011!”

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

"Mas a vida é uma caixinha de surpresas..."

Em um dia, eu acordo caloura de Desenho Industrial - no outro, servidora pública!

Pois é, parece que a minha vida decidiu fugir do marasmo filosófico e desenganado, no qual se encontrava praticamente afogada: fui convocada para o Tribunal de Justiça/RJ, concurso para o qual fui aprovada há quase dois anos.

A alegria da realização é inigualável; a saudade que ficará da Gama Filho só confirmará que esta era, é e sempre será a minha segunda casa.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dando um Upgrade na Profissão

Após esperar quase um ano pela abertura de alguma turma de Pós-Graduação em Produção Editorial (procurei inclusive na Universidade Estácio de Sá - bleah! >.>), decidi trancar a faculdade de Direito e iniciar uma outra Graduação: Desenho Industrial.

O Curso da Gama Filho é interdisciplinar e proporciona um "leque" de possibilidades, mas o meu foco é a editoração. Sempre me interessei por webdesign e criação [hoje, inclusive, tenho contato com esse tipo de coisa no meu trabalho, e isso me incentivou a partir pro Curso de Desenho, já que atualmente tenho a oportunidade de me desenvolver nessa área e dar um up na minha profissão (sou retatora, formada em Letras, e atuo com webwriting e redação publicitária)].

Nesse semestre, já tenho um projeto de design social pra apresentar. Tenso! >.<

But, estou feliz! =D

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Jogo Justo: Por que não?

Os preços abusivos de jogos e derivados no Brasil não são novidade pra ninguém. Aliás, esse é o argumento principal para o fomento à pirataria: "original é muito caro!".

Mas, e se os jogos de lá de fora chegassem até nós, humildes mortais, pelo preço quase que de custo? Imagine só, isso está para se tornar realidade no Brasil através do Projeto Jogo Justo.

Trata-se de uma iniciativa capitaneada pelo empresário Moacyr Alves, de São Paulo. "Momô", como é conhecido na Comunidade XBox, é um dos maiores colecionadores de videogames do mundo, além de palestrante e estudioso da área. O projeto está para ser aprovado no Congresso Nacional, apoiado pelo Deputado Luiz Carlos Busato (PTB/RS).

O projeto já conta com o apoio de várias empresas de peso do ramo "gamer", dentre elas a Konami, produtora de Castlevania e Metal Gear Solid.

Eu, gamer casual e também namorada de um gamer hardcore, apoio essa ideia! ;)

Ler mais sobre o Jogo Justo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

To infinity and beyond!

Depois de 11 anos, estreia nos cinemas brasileiros TOY STORY 3! A crítica está dizendo que a Pixar deixou a desejar na animação e no roteiro do filme, alegando que “não há nada de inovador”. Será mesmo?


Sou fã de carteirinha da merchan. Confesso que recentemente comprei os DVD’s dos filmes 1 e 2 (na minha infância, meus irmãos e eu ganhamos de nossos pais as boas e velhas versões em VHS). Até hoje, mais de 15 anos depois do lançamento de Toy Story, que revolucionou as produções em animação e estourou na indústria cinematográfica, ainda vibro com a “queda com estilo” do Buzz Lightyear e dou risadas do “encontro” dos dois “Buzzes” na AL’s Toy Barn. xD


Desta vez, Woody, Buzz, Sr. Cabeça de Batata, Rex, Porquinho e o resto da galera é doada a uma creche, pois seu dono Andy está indo para a universidade. Já confirmados, os atores Tom Hanks e Tim Allen voltarão a emprestar suas vozes aos personagens principais, Woody e Buzz.


Há quem diga que é “programa de índio” e “coisa de criança” ir ao cinema numa sexta à noite pra assistir a Toy Story 3 – mas não dou importância. O Andy cresceu e não vou perder isso por nada! ;D

domingo, 13 de junho de 2010

Outro Dia dos Embasbacados


É claro que eu não poderia deixar de postar nesta ocasião tão “sublime”... O Dia dos “Embasbacados”.

Já é o terceiro dia dos embasbacados que passo junto com o meu chato de galocha – e, sabem de uma coisa? Estou a cada dia menos embasbacada e mais convencida da realidade: relacionamento, seja namoro ou casamento, requer muito da gente. No namoro, passamos por muitas situações em que nossos egos inflados precisam ser estourados sem, contudo, perder o amor próprio.

A sensação de se fazer alguém feliz é, sem dúvidas, algo que não pode ser medido. Como já disse em outros posts mais antigos, a mídia faz a festa nessa época do ano: dia dos namorados é tempo de presentear! Vamos gastar [e, cá entre nós, estou com o salário atrasado, mas já comprei o presente com a grana que nem tenho ainda (xD)]. O legal é saber que acertei em cheio no presente. Ele simplesmente ADOROU (é, já entreguei faz uma semana, pois não iria agüentar esperar até o dia 12. xD). Mas, tá, sinceramente, se eu pudesse eu dava presentes pra ele todos os dias. Infelizmente, minha situação financeira não me permite muito – o máximo que consigo é algum e-mail, mensagem no celular, ou até mesmo um post it colado no monitor do pc vale. O que importa é estar presente, estar junto – e eu amo estar perto de quem gosto.

Ps.: É, foi ontem. Ganhei a 3.ª temporada de LOST no Dia dos Embasbacados! xD

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A letra que mata


“Estudar a Bíblia sem examinar em paralelo outras fontes históricas seria o mesmo que tentar entender a existência dos Orcs lendo apenas Senhor dos Aneis”.


Ouvi/li essa frase não me lembro quando nem onde. Provavelmente, em alguma comunidade cristã do Orkut. E, cá entre nós, ela faz um baita sentido.


O Direito Hebraico, impregnado de religião, era visto pelo povo como proveniente diretamente de Yaveh, e tem como principal fonte o Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento, também conhecido como Torá), bem como a Torá Oral (ou Talmud, baseada nos costumes passados oralmente de geração a geração). Era um direito extremamente severo, no qual a pena de morte era bastante aplicada (através de apedrejamento, por exemplo).


Na disciplina “História do Direito”, ao tratarmos sobre o Direito Hebraico, estudamos que a Bíblia Hebraica (ou Tanakh) não possui um correspondente lexical para expressar a palavra “crime”. “Na verdade, a língua hebraica nem sequer possui um equivalente para o termo ‘crime’. Podemos considerar a ausência do termo ‘crime’ na literatura bíblica como um reflexo de que no sistema jurídico hebraico antigo a verdade revelada de Deus é a única fonte para toda a legislação legal. Consequentemente, qualquer ato punível é um ‘pecado’ e uma violação da vontade de Deus. Em substituição à palavra ‘crime’, encontramos equivalentes como ‘pecado’, ‘transgressão’ e ‘iniquidade”’ (WOLKMER, ANTONIO CARLOS. Fundamentos de História do Direito).


Em nosso ordenamento jurídico, “filho” do direito romano, temos que, para que determinado ato seja considerado como crime, é necessário que aquele esteja previsto na Lei Penal e configurado como crime, pois “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”(art. 5.º, XXXIX, CF/88), de acordo com o que chamamos de Princípio da Reserva Legal. E, até que esse princípio fosse consagrado, os conceitos de “crime” e “pecado” se confundiam na Europa (maior difusora do Direito) devido à forte influência do Direito Canônico (que regia a comunidade católica na Idade Média). Entende-se que aquilo que é chamado de “pecado” nas Escrituras diz respeito ao que hoje entendemos como "crime", que é o ato de ferir a lei ou um princípio legal. Para quem ainda vive sob a Lei, comete o crime, pratica o pecado.


Dizem que a Lei morreu na cruz. Eu discordo. Penso que não foi a Lei que morreu na cruz. Na verdade, a cruz foi só a prova mais cabal de que a Lei de Moisés era injusta (crucificou-se um inocente no ano 33 d.C.!). “Jesus”, como é conhecido, pregou a graça, pregou a união, o companheirismo, o amor, o respeito, a humanidade, a justiça, ofuscada por uma Lei que às vezes chegava a ser até irracional. Ele viveu segundo a Lei e por ela foi crucificado, por se dizer “rei”dos judeus" (sim, entre aspas). O problema é que os judeus queriam um líder político, e parece que esta não era, de fato, a intenção do Cristo. Jesus, então, foi morto pela letra, pela literalidade.