quinta-feira, 12 de junho de 2008

Aos embasbacados do Brasil


Drummond que me perdoe, mas pra mim não existem namorados, e sim, embasbacados. Concordo quando diz que namorados não escutam ninguém. Daí, o apelido carinhoso: Babacas! A gente vira um babaca, e, de quebra, ainda embasbaca alguém. E a ressaca ao acordar disso é atordoante.

Maldita a hora em que foram tentar definir o que é amor. E pior, audaz foi aquele que disse que embasbacados amam. Ninguém ama ninguém. Amam aquilo que podem conseguir, em troca de juras eternas. Amam aquilo que lhes pode ser oferecido. Amam seus próprios interesses. Dissimulação romântica! Em formas e em conteúdo. Pragmatizaram o amor de tal forma, que melhor seria se nunca tivesse sido “descoberto”.

Um comentário:

Renato Ziggy disse...

Êta eu que quero m'embasbacar por alguém... e que se danem as frustrações passadas e/ou definições alheias. É possível s'embasbacar e encontrar um açúcar bom nisso. Eu creio. Beijos!