Mas como uma garota “nascida e criada no evangelho” diz uma coisa dessas? Será que foram meus pais que falharam ao ensinar-me o caminho que eu deveria andar, e acabei me desviando dele? Será que tenho pouca fé? Será que não sou eleita/predestinada? Será que estou usando o livre-arbítrio de forma errada? Será que vou pro inferno?
Tantas perguntas, mas a resposta é simples: sou atéia! As razões? Não acredito no deus dos evangélicos, não acredito no deus dos católicos, não acredito no deus dos budistas, não acredito no deus dos muçulmanos, não acredito no deus dos umbandistas, não acredito no deus dos que seguem o candomblé, não acredito no deus dos cardecistas. Pra mim, todos eles não existem – se existirem, são todos um só, mas isso não faz a mínima diferença pra mim. Nada contra quem crê em deus, mas eu, sinceramente, não acredito na existência dele.
Não tenho um deus, tenho um Pai, um Salvador, um Consolador. Alguém que É, e sempre será. Alguém que me amou primeiro, alguém que cuida de mim. Alguém que provou que nada, nada, nada do que eu fizer poderá ser suficiente pra retribuir o que Ele sente por mim, por isso nem adianta se eu fizer um bezerro de ouro, um altar, um holocausto. Isso tudo qualquer um pode fazer.
Amar a um deus assim, tão amoroso, pode ser tão fácil... O difícil é amar quem eu nunca vi na vida, quem eu acabei de conhecer na rua, na faculdade, na vizinhança. O difícil é amar a outrem como se fosse eu ali, no lugar dessa pessoa, praticando a compaixão, vivendo harmonicamente em conjunto. “Quão bom é que os irmãos vivam em união”.
Viver, sem ser egoísta, considerando o próximo superior a mim mesma. Foi isso que meu Pai, meu Salvador, meu Consolador me aconselhou. Sou atéia porque meu Pai não me ensinou a ter um deus, me ensinou a ter irmãos.
Tantas perguntas, mas a resposta é simples: sou atéia! As razões? Não acredito no deus dos evangélicos, não acredito no deus dos católicos, não acredito no deus dos budistas, não acredito no deus dos muçulmanos, não acredito no deus dos umbandistas, não acredito no deus dos que seguem o candomblé, não acredito no deus dos cardecistas. Pra mim, todos eles não existem – se existirem, são todos um só, mas isso não faz a mínima diferença pra mim. Nada contra quem crê em deus, mas eu, sinceramente, não acredito na existência dele.
Não tenho um deus, tenho um Pai, um Salvador, um Consolador. Alguém que É, e sempre será. Alguém que me amou primeiro, alguém que cuida de mim. Alguém que provou que nada, nada, nada do que eu fizer poderá ser suficiente pra retribuir o que Ele sente por mim, por isso nem adianta se eu fizer um bezerro de ouro, um altar, um holocausto. Isso tudo qualquer um pode fazer.
Amar a um deus assim, tão amoroso, pode ser tão fácil... O difícil é amar quem eu nunca vi na vida, quem eu acabei de conhecer na rua, na faculdade, na vizinhança. O difícil é amar a outrem como se fosse eu ali, no lugar dessa pessoa, praticando a compaixão, vivendo harmonicamente em conjunto. “Quão bom é que os irmãos vivam em união”.
Viver, sem ser egoísta, considerando o próximo superior a mim mesma. Foi isso que meu Pai, meu Salvador, meu Consolador me aconselhou. Sou atéia porque meu Pai não me ensinou a ter um deus, me ensinou a ter irmãos.

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