quinta-feira, 5 de junho de 2008

Doce estupidez


Puxa, vida. A mídia divulga, o marketing se aproveita. Estamos todos, por osmose, compelidos a viver o clima de Dia dos Namorados. Que saco! Pessoas a exaltar o “amor”, o(a) amado(a), pessoas a flertar pra não passar mais um Dia dos Namorados sozinhas. Pessoas essas que vivem com base do “é aquilo que parece ser”. Nem preciso dizer que o “aparentar” é carro-chefe pra elas; é alegoria daquilo que gostariam de ser, mas não conseguem, devido ao alto grau de abstração que o verbo “ser” implica.

Pior é que o cupido está bem na minha mira. Infeliz! Não me deixa em paz! Como as flechas dele já me doeram! E doem muito mais pra serem removidas. E parece que esse cupido não tira férias! Moleque rechonchudo de asas e nu! Adora fazer “tiro-ao-alvo” com meu coração, não é verdade? Ah... Um dia eu ainda te puxo pelas orelhas! E outra, pare com essas flechas idiotas. Não sei o que você coloca nelas, talvez um alucinógeno bem forte, ou um emburrecedor. Mas já adquiri resistência a eles... E não perde por esperar... De suas flechinhas infames estou fazendo coleção. Não se assuste se um dia você for acertado por dezenas de objetos pontiagudos semelhantes a elas... Um dia é da caça e o outro, do caçador. Deixe estar.

2 comentários:

Marcelo disse...

"Pior é que o cupido está bem na minha mira..."

Ele tá na sua mira ou você tá na mira dele? =P

O texto começou num clima de revolta, mas suas ameaças ao cupido me fizeram rir um bocado. Gostei do seu jeito de escrever.

Até!

Fernanda Teixeira disse...

A recíproca em relação ao cupido é verdadeira, no meu caso. =P

Valeu! :)