
Não tenho culpa se meu nome é “ousadia”. Faço jus ao adjetivo que me foi atribuído desde antes da minha existência. E é sério esse negócio de que nomes são indicadores de personalidade. O nome nada mais é do que um substantivo em forma abstrata, que se concretiza quando designa algo ou alguém. Não é à toa que alguns gramáticos incluem os adjetivos na classe dos “nomes” – isso porque a língua não está presa à morfologia, mas ganha vida nas asas da semântica. Quer prova? Quando me chamam: “Fernanda!”, estão nada mais nada menos do que dizendo “Ousada!”, ou “Alta!”, que é outro significado que o nome possui – e, de fato, sou ousada naquilo que faço e estou acima da média de altura das mulheres brasileiras.
Nomes são denominações que se baseiam na virtude (ou vício) mais marcante do indivíduo ou objeto, refletindo, assim, sua personalidade. Quer exemplo melhor do que a freqüente troca de nomes que acontece na Bíblia?
“Esta prática acontece outras vezes na Bíblia. O exemplo mais significativo é aquele de Abrão, que se torna Abraão. Tal acontecimento tem um sentido teológico muito importante. O novo nome, às vezes, na bíblia pode ser uma metáfora da missão a qual o personagem é chamado. No caso de Abraão, é chamado a ser ”pai de um povo numeroso”. Pedro, invés, é chamado a ser a pedra sobre a qual é edificada a igreja.
A passagem mais significante aparece em Mateus 16,18: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (veja também Marcos 3,16; Lucas 6,14 e João 1,42). Essa troca de nome, ao menos em Mateus, acontece depois da profissão de fé do apóstolo: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 15,16).
Infelizmente a língua portuguesa não ajuda a entender a riqueza desta passagem (assim como a maioria das línguas modernas). Existe um jogo de palavra com o vocábulo “Pedra”, que em português se perdeu, pois o nome “Pedro” se tornou muito comum. Abaixo temos a frase de Mateus, sublinhado as palavras, em grego, Pedro e Pedra: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas (...) Também eu te digo que tu és Petros e sobre esta Petra edificarei minha igreja.” O vocábulo é o mesmo, apenas são apresentados em caso diversos: o primeiro no nominativo e o segundo no dativo. Em aramaico, língua que Jesus falava, provavelmente se dizia: “tu és cefas e sobre esta cefas edificarei minha igreja” (veja João 1,42).Nas línguas daquele tempo, portanto, é evidente a relação entre Pedro e Pedra, coisa que em nossas traduções não é mais evidente, pois dizendo “Pedro” não pensamos imediatamente em pedra, mas simplesmente em um nome próprio.” (Extraído e adaptado).
Nomes são denominações que se baseiam na virtude (ou vício) mais marcante do indivíduo ou objeto, refletindo, assim, sua personalidade. Quer exemplo melhor do que a freqüente troca de nomes que acontece na Bíblia?
“Esta prática acontece outras vezes na Bíblia. O exemplo mais significativo é aquele de Abrão, que se torna Abraão. Tal acontecimento tem um sentido teológico muito importante. O novo nome, às vezes, na bíblia pode ser uma metáfora da missão a qual o personagem é chamado. No caso de Abraão, é chamado a ser ”pai de um povo numeroso”. Pedro, invés, é chamado a ser a pedra sobre a qual é edificada a igreja.
A passagem mais significante aparece em Mateus 16,18: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (veja também Marcos 3,16; Lucas 6,14 e João 1,42). Essa troca de nome, ao menos em Mateus, acontece depois da profissão de fé do apóstolo: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 15,16).
Infelizmente a língua portuguesa não ajuda a entender a riqueza desta passagem (assim como a maioria das línguas modernas). Existe um jogo de palavra com o vocábulo “Pedra”, que em português se perdeu, pois o nome “Pedro” se tornou muito comum. Abaixo temos a frase de Mateus, sublinhado as palavras, em grego, Pedro e Pedra: “Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas (...) Também eu te digo que tu és Petros e sobre esta Petra edificarei minha igreja.” O vocábulo é o mesmo, apenas são apresentados em caso diversos: o primeiro no nominativo e o segundo no dativo. Em aramaico, língua que Jesus falava, provavelmente se dizia: “tu és cefas e sobre esta cefas edificarei minha igreja” (veja João 1,42).Nas línguas daquele tempo, portanto, é evidente a relação entre Pedro e Pedra, coisa que em nossas traduções não é mais evidente, pois dizendo “Pedro” não pensamos imediatamente em pedra, mas simplesmente em um nome próprio.” (Extraído e adaptado).
Há vezes em que me chamam de louca, por deixar que minha mente me leve aos lugares menos freqüentados do universo. Entretanto, peço cautela ao tratar como loucura o simples fato de ser ousada, de me atrever a ir além do óbvio. "Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar". (Nietzsche). Mais uma vez, honrando o nome [Fernanda], que não faz de mim mais alta do que os outros, mas que constantemente me faz superar a mim mesma, e ir mais alto.

Um comentário:
E se um dia a ousadia acabar, como você vai se chamar? :P
* Se meu nome fosse outro, eu seria mais calmo? *
Muito bom texto, agora fiquei curioso e vou analisar todo mundo à minha volta! xD
Bye!
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