terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ser


Imagine tentar definir e circunscrever a essência da subjetividade de um ser... Palavras nunca foram e talvez nunca sejam capazes de descrever o que há aqui dentro... Mas pra tapear, vamos lá: como diria Fernando Pessoa, sou “muitos” (embora não seja necessariamente aquilo que você vê – afinal, a vida se passa é aqui do lado de dentro). Para uns, sou presunçosa. Para outros, sequer existo. Atreveria-me a dizer que não “sou”, mas sim “represento” muitas coisas. Creio que seja impossível conjugar-se o verbo “ser” no presente para descrever alguém em sua “interioridade”. Mais do que apenas ser, creio que aquilo que norteia concepções a meu respeito seja o estar, tomando como ponto de partida o imediatismo e a sensibilidade (em sentido literal) humana. Por exemplo, hoje estou sorrindo – o que não implica necessariamente que eu seja uma pessoa feliz, percebe?

Enfim, quem sou eu? Precisamente, isto: um ser, essencialmente não conjugado.

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