quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O maior sacrifício de todos os tempos


Desde o começo, o Senhor procurava por aqueles que o amavam de verdade. Quando pediu pra que Abraão sacrificasse seu único filho, Isaque, pôde constatar que no coração daquele pai havia total temor e amor a Ele, a ponto de levar seu filho para holocausto, conforme o Senhor havia pedido. Se repararmos, não foi uma ordem, mas um pedido.
E os cordeiros a serem sacrificados eram sempre desta forma: sem defeito. Aparentemente algo inconcebível, pois sacrificar um animal nessa condição poderia ser considerado um desperdício – mas não para aqueles que faziam por amor. Mas qual o valor desses sacrifícios para Deus? O ato de entregar sua melhor cria a Ele, sem questionar – isso prova real amor.
Em Isaías 1 : 10-17, o Senhor já condena o sacrifício hipócrita que estava sendo oferecido, provando claramente que Ele se interessava era na sinceridade daquele que oferecia o sacrifício, e não o sacrifício em si. Pessoas achavam que o mero matar de novilhos já era o bastante – porém, suas mãos estavam sujas de sangue, e Deus já farto de tanta hipocrisia.
Chega a hora em que o Senhor envia seu Filho Jesus à Terra. Ele se manifesta aos homens como um homem, e vive segundo a Lei a que estavam submetidos. Em toda a Escritura, não me recordo de ter visto Jesus afrontando a Lei, mas sim a hipocrisia dos detentores da mesma.
Jesus foi morto sem acusação alguma – ele foi morto pelo próprio povo, que escolheu libertar Barrabás. Exatamente como havia de ser: um cordeiro, puro, oferecido em sacrifício. Naquele momento, acontece o maior sacrifício de todos os tempos. Ninguém em toda a história da humanidade poderia ser capaz de oferecer um sacrifício maior e mais sincero do que aquele, pois “quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado” (I Coríntios 13 : 10). Ninguém seria capaz de oferecer seu próprio Filho por amor. Você o faria?
Com isso, todo e qualquer sacrifício tornou-se muito pouco perto do maior sacrifício de todos os tempos. Deus provou aos homens que o amor sincero, o qual procurava, era o que de fato os traria para seus átrios, “porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3 : 16). Foi estabelecida naquele momento a Nova Aliança, em que a fé no Filho de Deus, o Cordeiro, seria a garantia de vida, e vida em abundância. E não pode existir fé se não houver amor, o dom supremo, que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Coríntios 13 : 7).

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