segunda-feira, 19 de maio de 2008

Meu namorado imaginário


Esses impostores... O que fizeram com ele? O amor da minha vida, meu tão real... namorado imaginário!

Durante 2 anos da minha vida, namorei o primeiro impostor. Pensei que era o verdadeiro... Mas que ingênua eu fui! E como se não bastasse o equívoco uma vez, aconteceu de novo. Novamente, namorei outro impostor, mas dessa vez não passou de 1 ano. Felizmente. E olha que esse trapaceiro era muito mais parecido com o meu namorado real imaginário do que o primeiro. Cheguei ao ponto de pensar que era você! Cheguei a jurar que era exatamente do jeito que eu sempre soube que você era. Ora, eram tão semelhantes... Quase não notei a diferença, exceto por um detalhe: meu namorado real fictício era, antes de qualquer coisa, meu companheiro, meu amigo... imaginário, é claro. E como tal, era alguém que me trazia esperança, esperança de viver, de realizar meus sonhos mais remotos, e de seguir em frente, não importavam as circunstâncias ao derredor.

Mas e agora, onde se encontra o meu prometido imaginário? Talvez perdido na minha imaginação, ou talvez não. Quem sabe pode até ter se sentido traído por ter sido fatalmente confundido duas vezes consecutivas com dois impostores tão falsos quanto reais... Ao amado da minha vida, o mais fiel e assíduo habitante dos meus delírios mais profundos, o meu pedido de perdão pelo triste engano. Eu me deixei levar por palavras, eu me deixei levar por emoções que nem palavras descrevem. Eu tive minha visão abruptamente interrompida por uma queda do tênue abismo existente entre o que de fato é, e o que parece ser.

Oh, céus! Mas nem o seu nome eu sei! Costumava chamá-lo por apelidos... Mil perdões, meu amor! Te deixei passar, te deixei ir! E nem ao menos sei se você, de fato, é meu...

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